Virgílio Garcia gere para o BPI um PPR: o BPI Reforma Acções, na modalidade de Fundo de investimento.
Em anos anteriores, este gestor tinha sabido ficar de fora do mercado nas piores alturas, e também fazer o "hedgiing" da carteira, o que lhe valeu performances bem acima do mercado.
E os investidores, confiando que a boa performance se iria manter, contribuiram generosamente para o PPR: o fundo tem
€ 87m em aplicações.
Só que desde à alguns meses, o fundo tem vindo a perder sistematicamente valor.
Na escolha de mercados,ora aposta tudo nos USA, comprando acções do DOW (e algumas empresas mineiras de ouro), ora aposta tudo em acções da Europa.
Para que possam avaliar o calibre das aplicações, só num título (a empresa
Tanzanian Royalty Company, negociada na bolsa de Toronto),o fundo perdeu nos últimos 5 meses, 50% do valor investido: neste caso o fundo perdeu só neste título € 400k (sim são quatrocentos mil Euros).
Durante meses esteve investido totalmente nos USA. Esperar-se-ia uma valorização da carteira,porque o S&P 500 valorizou 50% desde Março.
Mas não:o fundo DESVALORIZOU.
Razões?
Uma obsessão pelas empresas mineiras de Ouro, que têm dado um prejuízo brutal ao Fundo.
Estratégias de "hedging" cambial e dos índices accionistas, em proporções desadequadas, com grandes prejuízos para o Fundo.
Algumas brincadeiras com opções sobre taxas de juro, difíceis de entender e justificar.
Virgílio Garcia perdeu assim a confiança que os investidores nele depositaram.